Saúde

Vacina quadrivalente contra HPV estará disponível na rede pública em 2014

Categoria: Saúde

Estima-se que a vacina tenha efetividade acima de 90% na proteção do câncer.

Vacina contra HPV

Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (1º), a oferta da vacina quadrivalente contra o HPV na rede pública de saúde. Em 2014, serão vacinadas meninas de 10 e 11 anos.

Hoje essa vacina está disponível, no país, apenas na rede privada (ao custo médio de R$ 300 a dose) e em algumas localidades em que o poder público local optou por oferecê-la –por exemplo, no Distrito Federal e em São Francisco do Conde (BA).

O vírus do HPV está relacionado a diversos tipos de câncer, mas principalmente ao câncer de colo do útero (em 95% dos casos), e ao aparecimento de verrugas genitais. Estima-se que 685 mil pessoas sejam infectadas pelo HPV a cada ano no Brasil.

Hoje, o ministério concluiu um processo de dois anos de análise sobre a incorporação dessa vacina e anunciou a opção feita pelo Brasil. A escolha foi pela vacina quadrivalente (da americana MSD), com transferência de tecnologia para o Instituto Butantan (SP).

Só em 2014, com a aquisição de 12 milhões de doses (serão três por menina), o Executivo gastará R$ 360,7 milhões –R$ 30 por dose. Outros R$ 300 milhões serão investidos por governo federal, Butantan e governo de São Paulo em uma nova fábrica de produção da vacina.

MENINAS DE 10 ANOS

A meta do Ministério da Saúde será cobrir pelo menos 80% do público-alvo, estimado em 3,3 milhões de meninas. Para tanto, uma campanha de informação deve ter início já no segundo semestre desse ano, com foco não só nas meninas mas também em professores e suas famílias.

O governo escolheu a faixa etária 10 e 11 anos para garantir que as meninas estejam imunizadas antes do início de qualquer tipo de atividade sexual. Isso porque o vírus do HPV pode ser transmitido por diversas formas de contato íntimo, mesmo sem que haja uma relação sexual de fato.

Segundo Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde da pasta, uma pesquisa feita em 2012 com escolares identificou que 18,3% das meninas da 9ª série do ensino fundamental (13 a 15 anos) já tinham tido relações sexuais, índice que subia para 25,5% na região Norte.

Uma das preocupações do governo, que deve ser alvo da campanha de informação, é fazer com que as meninas e suas famílias entendam que, mesmo após a vacina, continua sendo necessário o uso da camisinha e as idas freqüentes ao ginecologista.

“A menina não pode ficar com a ilusão que a vacinação dispensa a camisinha. A vacina não protege contra HIV, contra a gravidez indesejada. Além disso, protege para a maior proporção dos tipos de câncer, mas não protege 100%”, diz Barbosa.

Segundo ele, estima-se que a vacina tenha efetividade acima de 90% na proteção do câncer –o que só poderá ser comprovado nas próximas décadas, já que essa é uma doença que o câncer leva muitos anos para se desenvolver.

Barbosa afirmou que a pasta ainda estuda a oferta dessa vacina para meninos, o que pode ocorrer no futuro.

E, mesmo sem vacinar todos os adolescentes do país, a vacina deverá oferecer uma proteção “de rebanho” por diminuir o potencial espaço de circulação do vírus, explica o ministério. “Os Estados Unidos vacinaram 35% das meninas. Mesmo assim, um estudo publicado há duas semanas, mostrou que a prevalência do HPV teve redução de 52%”, afirma Barbosa.

DOSES NA ESCOLA E NO POSTO

O ministério vai adotar um modelo que mistura a oferta da vacina nas escolas (públicas e privadas) e nos postos de saúde. A ideia é que a primeira dose seja dadas nas escolas e as seguintes nos postos ou nas escolas, a depender da organização do município.

Em todos os casos, deverá haver uma autorização dos pais ou responsáveis pela menina.

Esse esquema de vacinação deverá ser acompanhado por um novo sistema de contabilidade do governo, que levará em conta a pessoa em que se aplica a vacina e não o número de doses dadas. Assim, diz o secretário, o ministério poderá ter um controle individual sobre as doses aplicadas e melhor controlar eventuais falhas na segunda e terceira doses –e até enviar SMS para a família comparecer ao posto.

A vacina escolhida pelo governo brasileiro foi a da empresa americana MSD. Ela protege hoje contra quatro subtipos do vírus, dois relacionados ao câncer e dois a verrugas genitais. O laboratório testa, hoje, a ampliação dessa vacina para que ela proteja contra nove subtipos.

“Estamos oferecendo a melhor vacina para o HPV, quase 75% do que se aplica de vacina contra o HPV no mundo inteiro é essa vacina. E já temos compromissos de transferência da nonavalente”, afirmou o ministro da Saúde Alexandre Padilha.

Fonte: Folha

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Saúde

Médicos usam exame papanicolau para detectar câncer de ovário e endométrio

Categoria: Saúde

Primeiros resultados mostraram que o teste diagnosticou 41% dos cânceres no ovário e 100% dos tumores no endométrio.

Até hoje, nenhum exame para detectar câncer no ovário e no endométrio havia se mostrado eficaz

Foto: Thinkstock

O Papanicolau, exame ginecológico no qual células do colo do útero são recolhidas e que ajuda a detectar câncer cervical, pode também ser útil no diagnóstico do câncer do endométrio e de ovário, doenças para as quais ainda não existe um teste eficaz de prevenção. Foi o que demonstrou uma equipe internacional de pesquisadores, entre eles dois brasileiros, em um estudo desenvolvido na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine.

No estudo, os pesquisadores coletaram material do colo do útero de pacientes, mas, em vez de procurarem por células cancerígenas, como acontece quando os médicos investigam o câncer cervical, eles buscaram mutações no DNA associadas ao câncer de ovário ou do endométrio. “Ou seja, não estamos mais buscando células cancerígenas, mas sim moléculas. É um Papanicolau molecular, digamos assim. Por isso ele recebeu o apelido de ‘PapGene’”, disse ao site de VEJA Jesus Paula Carvalho, chefe de Equipe de Ginecologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e um dos autores desse estudo. A precisão dos primeiros testes do ‘PapGene’ foi de 100% para o câncer endometrial e 41% para o câncer de ovário.

Essa não é a primeira vez, porém, em que uma análise genética é feita a partir da secreção vaginal coletada das mulheres — médicos já conseguem fazer o diagnóstico de HPV e clamídia por meio desse exame.

A busca pelo exame ideal — O estudo foi feito em dois momentos. No primeiro, os pesquisadores procuraram identificar quais são as mutações genéticas mais comuns no câncer de ovário e do endométrio. Para isso, eles se basearam nos dados disponíveis sobre o sequenciamento genético de cada uma dessas doenças. A partir dessas análises, os autores identificaram 12 das mutações mais frequentes de cada um desses cânceres.

Com base nesse padrão estabelecido pela análise, a equipe desenvolveu o ‘PapGene’ e o aplicou em 24 mulheres com câncer endometrial e 22 pacientes com câncer de ovário. O teste conseguiu detectar todos os casos de câncer do endométrio e 41% dos casos de câncer de ovário. O diagnóstico foi feito em casos em que a doença já estava tanto em estágios mais avançados quanto iniciais. Quando o teste foi aplicado em um grupo de controle de mulheres saudáveis, ele não detectou câncer em nenhuma delas.

Para o ginecologista Jesus Paula Carvalho, embora a eficácia do teste no diagnóstico de câncer de ovário tenha sido de 41%, é possível considerá-la alta e encarar esse resultado como um avanço significativo. “Tudo o que foi testado antes teve resultados pífios. Portanto, um exame que, de saída, já mostra 41% de eficácia é algo muito bom. Agora é questão de evoluirmos e refinarmos o método. Mas já foi aberta uma grande perspectiva de diagnóstico de câncer de ovário sem a necessidade de procedimentos invasivos na mulher.”

Ainda de acordo com Carvalho, é possível dizer que esse teste tem grandes chances de passar a ser feito na prática clínica. “Não há muitas dificuldades em se lançar esse teste, já que ele faz uso de uma tecnologia conhecida. Não saberia dizer a data que isso vai ser feito, mas não vejo dificuldade para que comece”, diz. “Mas para isso, nós precisamos delimitar muito bem quais são as alterações genéticas do câncer de ovário.”

Fonte: Veja

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Verão aumenta os casos de candidíase em mulheres

Categoria: Saúde

Usar sabonete neutro e roupas de algodão ajuda a prevenir o problema; não dividir toalhas e peças íntimas evita o contágio.

Verão aumenta os casos de candidíase em mulheres

Foto: Divulgação

Para evitar o aparecimento da candidíase, uma das doenças que mais atingem as mulheres no verão, os cuidados com a higiene pessoal feminina devem ser redobrados nesta época. O aumento da temperatura causa a alteração da acidez na vagina e a redução dos bacilos de defesa da flora de proteção, facilitando a proliferação do fungo Candida albicans.

Inchaço, cocheira, inflamação vaginal e secreção esbranquiçada e densa são os principais sintomas da candidíase.

Usar sabonete neutro e tecidos leves, como o algodão e não deixar a região úmida após o banho são algumas formas de prevenção, bem como não dividir toalhas e peças íntimas evita o contágio. Francisco alerta que a transmissão também ocorre por meio da relação sexual sem o uso de preservativo e que a propagação do fungo pode ser o indicador de outras doenças. “HPV, tireóide, diabetes, entre outras enfermidades, mudam a acidez vaginal, promovendo o surgimento da cândida”.

Se a mulher estiver com o fungo, seu parceiro também deve realizar o tratamento, que segundo o médico é simples. “Na maioria dos casos a prescrição é de antifúngicos por via oral associado a um creme vaginal antifúngico”. Com a candidíase o sistema reprodutor feminino fica fragilizado e corre o risco da entrada de protozoários e bactérias, que podem chegar até o colo do útero, trompas, ovários e atingir a região pélvica. Francisco ressalta que ao sentir os primeiros sintomas a mulher deve procurar orientação médica evitando maiores complicações.

Fonte: Revista Feminina

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Aprovada vacina gratuita contra HPV para mulheres entre 09 e 45 anos

Categoria: Saúde

O câncer de colo uterino é o segundo tumor maligno de maior incidência na população feminina no país, só perdendo para o câncer de mama.

Aprovada vacina gratuita contra HPV

Foto: Divulgação

Meninas e mulheres, com idade entre 09 e 45 anos, poderão ter o direito de receber gratuitamente a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O projeto foi aprovado hoje pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. A ideia é oferecer para a população nessa faixa etária um aliado no combate ao HPV, vírus transmitido por contato sexual que vem sendo considerado a principal causa do câncer do colo de útero.

Agora o projeto da senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB do Amazonas, seguirá agora para a Comissão de Assuntos Sociais e, se aprovado, irá direto para a Câmara dos Deputados. Para entrar em vigor a proposta tem que ser aprovada no Congresso e depois ser sancionada pela presidente Dilma.

O câncer de colo uterino é o segundo tumor maligno de maior incidência na população feminina no país, só perdendo para o câncer de mama, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

São estimados 18.430 novos casos da doença e 4.800 mortes por ano. Além disso, observa que a maior incidência ocorre entre mulheres de baixa renda e menor escolaridade nas regiões Norte e Nordeste.

Apesar dos altos custos associados a um programa abrangente de vacinação contra o HPV, a relatora, Ângela Portela, afirma que os avanços sociais e sanitários vão superar os gastos com ampla vantagem.

Atualmente, a vacina é oferecida apenas em clínicas privadas, por preços nunca inferiores a R$ 600,00 pelas três doses necessárias e que podem chegar perto de R$ 1.500,00 em alguns estabelecimentos.

Fonte: PB1

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